Comunicação

Trabalhar em comunicação já foi chique, benhê! Acredito que eu ainda achava que era chique quando escolhi esse ramo para atuar.

Era um sonho, ou uma ilusão queria ser o passarinho dançarino de cabeça vermelha (aquele mesmo do Globo Repórter que imita o Michael Jackson).

Mas e aí? Não sou passarinho; e tenho contas para pagar… aí você perde a ilusão e depois a desilusão.

Com as contas dá-se um jeito: “bicos”, “freelas”, “freelas”, “freelas”, “freelas” and “bicos”; mas o mais triste dessa profissão é a pretensão das pessoas, tenho um certo repúdio dessas coisas ou pessoas, e gente que se auto-intitula então, aí é o caos…

Diante de desilusões, ilusões e desilusões de novo você pensa: vou mudar de profissão, mas vou fazer o quê? Acho que deveria ser taróloga, esotérica, quiromancista, jogar búzios, sei lá.

Essa semana, em um dos programas da TV onde trabalho, está se discutindo sobre carreira, o programa foi muito bom mas eu gostaria de uma resposta pra mim … E pensei “É agora que acho a luz”… E sabe o que descobri: a resposta está em mim… Mas onde?

Aí pensei:

1º ninguém morre de trabalhar

2º eu saberia fazer outra coisa?

3º ser milionário não é tudo né… (se bem que ajuda muito)

 

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Dias de Chuva

“Olha,
Entre um pingo e outro
A chuva não molha”

( Millôr Fernandes)

Lá fora chove… chuva me lembra bolinho de chuva,  sessão da tarde… dia de chuva é dia de preguiça! Podia ser pecado trabalhar em dia de chuva…

Na minha infância eu e meus amigos nos reuníamos na frente de casa para esperar a chuva… Deitávamos no chão olhando pro céu com a boca aberta pra ver quem conseguia pegar o primeiro pingo na boca… era muito bom!!! Até minha mãe ir brigar conosco… os relâmpagos eu juro que achava que eram flashs de fotos…. parava e fazia pose – sim eu sou narcisista até hoje!

Comecei a ter certos medos de raios, quando minha avó e minha mãe me disseram que meu tio, que era marido da tia da minha mãe, então um tio de segundo grau, da cidade de Botucatu, foi atingido por um raio e ficou meio “lelé” eram essas as palavras usadas… Isso me assustou… não olhava nos espelhos em dia de chuva, não tomava banho descalça, não pegava no garfo ou na colher  porque tudo isso podia chamar raios… eu não queria ficar “lelé” – hoje acho que sou um pouco, e olha que nem precisei de raios.

Enfim, escrevo esse texto com ar de nostalgia, (creio que meus filhos não poderão fazer o que eu fazia) queria estar lá fora, deitada na rua tentando pegar pingos de chuva na boca; trocaria a “sessão da tarde” por essa “aventura”.

Mas nem “sessão da tarde” estou assistindo…

Beijos no cérebro

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Por que acreditar nos cães

Quando a gente se sente um “nada”, quando o fluoxetina não te dá o “barato” que precisa, que a energia do Reiki não é o suficiente para você e forças para oração te falta; eis a solução: nada melhor do que ter um cachorro, quando eles aparecem você se sente “tudo”, necessária.

Após essa propaganda Polishop, creio que todos devíamos ser como os cães, cão nunca mente o que sente: se ele não gosta, acredite ele não gosta mesmoooo, se gosta faz toda a questão de te mostrar isso. Eles defendem o que tem, defendem o seu território, são leais como nenhuma pessoa seria, mas do que tudo isso são fiéis.

Existe até um estudo que diz que o cachorro é o animal que melhor entende o homem; acho que eles nos entendem melhor do que nós mesmos.

Se todos fossem como os cães, sofreríamos menos… porque todos ao nosso redor seriam verdadeiros; sim pessoas verdadeiras. Digo isso porque tenho o péssimo, oh sim o péssimo hábito de acreditar nas pessoas, eu acho que deveria acreditar mais nos cães…

Quem sabe um dia não exista um curso para adestramento de pessoas???? É gente precisamos ainda aprender muito com os cães, podem acreditar em mim (mas eu sou gente!!!) e eu como gente ainda prefiro acreditar nos cães.

Beijos no cérebro!

 

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Ser chato por Miriam Machi

Hoje li no “não salvo” (vai aí a dica pra quem não conhece ainda – naosalvo.com.br ) 41 maneiras de ser chato, ri muitoooo, adorei e me identifiquei com algumas “dicas”.

Descobri então: sou chata. E assumo meu lado chata (mas o chata diferente de insuportável, esse último eu também sou, mas ele predomina mais em minhas TPMs).

Ser chato requer habilidade criativa, digo mais requer astúcia; afinal chato é ser do contra, enquanto todos querem ser legais, influenciar e cativar pessoas etc e tal, o chato não… só quer ser ele, simples não?!

A grande dificuldade é: os chatos que não sabem que são chatos. Lógico que há exceções, tem pessoas que estão temporariamente chatas, algumas temporariamente legais e outras temporariamente insuportáveis (eu de TPM de novo), mas o negócio é respeitar.

É legal ser legal, mas também é legal ser chato; agora o que ninguém merece é ser um chato insuportável – mas não vou assumir que sou isso de novo….

Beijos no cérebro de todos!!!!!!!!!!!!

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Sejam todos muito bem vindos ao meu blog!!!

O ano era 1982, um ano de crise do petróleo, o governo “apertou os cintos” gerando desemprego, alta da inflação, juros altos. Porém, foi um ano mágico: o FM tinha se popularizado no Brasil e, o povo teve acesso a várias músicas, entre elas  “Eye of Tiger” e “Você não soube me amar” do Blitz.

E um dia depois do Police se apresentar no Maracanãzinho – Rock in Rio 1982- eu vim ao mundo.

Depois de uma gestção complicada, onde nem minha mãe sabia o risco que ela corria, quando meu pai se negou a fazer o aborto aos 3 meses (por o feto estar junto com um corpo estranho – esse corpo estranho não era eu)  foi chegado o momento do parto.

17 de fevereiro, 17 horas, cesária; meu pai com a responsabilidade de escolher entre eu e minha mãe, ele escolheu minha mãe… e eu teimosa que sou resolvi ficar também… nasci com 51 cm e 4,010kg.

Fui um bebê grande, mas no decorrer da vida, cresci pouco… só 1,03m.

Hoje sinto fui grande só como bebê mesmo…fui um bebê que deve ter chamado muita a atenção e dado muito trabalho – quando eu já estava com 1 ano, os pontos da cesária de minha mãe ainda estavam abertos.

O que dei de trabalho ao nascer, não dei durante a infância, fui ficando “pequena” enquento crescia; tinha dificuldades de me relacionar com outras crianças, os meus amigos da rua e as brincadeiras com minhas primas me bastavam, mas eu sempre era a bobinha…

Odiava a Barbie, fui ótima aluna… só comecei a aprontar no ginásio afinal eu já estava na 5º, 6º, 7º, 8º série… era praticamente uma adulta aos meus olhos.

Sempre me apaixonei e deixei de me apaixonar facilmente…

Minha vida profissional foi mais ou menos traçada pelo meu avô paterno, durante uma conversa (quando morei com ele a maior parte de nosso tempo jogar conversar fora)  na janela olhando para a rua.

Ele dizia: ” Procura um empregonum supermercado, depois trabalha para uma loja, aí quem sabe depois você não trabalha numa escola ou prefeitura” (por causa das condições, cursar o nível superior em nossa família era algo impensável)

Essa foi a profecia de meu avô… e nada estava planejado quando comecei a trabalhar no supermercado, depois fui para o comércio e hoje trabalho na Universidade que meu avô era segurança – mas acho que ele me via como professora ou funcionária pública sei lá…

Mas eu quero mais, quero crescer o que não cresci até agora… me sinto pequena ainda…

Quando eu era criança, uma coisa que sempre quiz foi ter um balão que subia até o céu, mas o balão era beixiga mesmo … sonhava que podia voar com ele (lembrando que naquela época não havia nenhum padre maluco que sonhava viver em LOST… e eu não tenho nehum grau parentesco com esse padre tá). assim eu poderia ser maior, ser a garota voadora.

Um dia eu tive o balão, e quiz guardar ele para um momento oportuno de voar… e meu balão murchou… hoje tenho medo de altura.

 

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